sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Reencontro

Primeiro choque. Ela esfrega os olhos, é mentira. Não, não pode ser. Ele a abraça... aaah... é verdade!!! Segundo choque. Os corpos se encontram. Ela o sente, e o mundo some ao redor, a banca de jornal, as pessoas, as vozes. O único som que ela ouve é o que está nos fones de ouvido pendurados no pescoço dele. Um turbilhão de lembranças volta ao seu coração. O calor, o toque, o carinho, o cheiro dele eram os mesmos, como se ele tivesse ficado numa redoma todo o tempo em que estiveram distantes. Os braços não se soltam, não querem se soltar nunca mais.
- Deixa eu te ver!
- Não, não me solta, me abraça mais.
- Esses olhos...
- Entra na minha mochila, vai embora comigo...
Seus rostos se aproximam, ela sente o cheiro da respiração dele, e as pernas amolecem. Aquele era o melhor perfume que ela já havia sentido, guardaria num potinho se pudesse. As palavras trocadas? Ela não se lembra. Estava em outra dimensão, onde somente conseguia olhar nos olhos dele e sentir o seu perfume. Ela vai embora com uma trufa na mão, sem coragem de abrir. “Como eu fui burra, como pude? Ficar longe dele, que tolice absurda! Aquela boca, aiiiiii!!! Não, não vai, me abraça mais...”
Dormir? Não dá, não essa noite.

3 comentários:

Carolina disse...

para tudoo!!!
ain que delícia sentir isso...
adorei o texto piolha..rsrs

Paulinha disse...

o texto mais bem escrito até agora de todos que já li. Intenso,com verdade,com sentimento.
Que a belasca continue agitada e te inspire sempre Piolha!

func!

Kad disse...

Oi!! Muitos parabéns pela narrativa... me emocionou!! Quem nunca passou ou quis ter um momento como esse?!