quarta-feira, 10 de março de 2010

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Escorregou pelas fibras de um coração rasgado. Vazou pelos dedos de uma mão aberta. Caiu no aconchego da solidão. Solidão essa que ela não sabe se optou por ter ou se a obrigaram a conhecer. As decepções a diminuiram tanto que ela some em qualquer mínima brecha que abrem ao seu redor. Vidas passam por ela, que por sua vez tenta continuar imperceptível. Gosta de ser figurante no filme de sua própria vida.

4 comentários:

Renata disse...

Bloguete da danete? To te seguindo!!!!! =P

Anônimo disse...

A solidão e parte de alguns nós, não conseguimos deixa-la, não conseguimos abandona-la. Apenas esconde-la, atras de uma segurança ilusória, ou de um sorriso vazio. Você, eu... E talvez alguns outros não deixam a solidão, porque ela é parte da essência de quem somos...

Anônimo disse...

Anônimo, quem é você?!
Que palavras lindas...

Myleidy disse...

A solidão é um veneno agridoce com o qual nosso paladar se acostuma...e quando temos a oportunidade, ficamos tentados a não recusar essa taça!