quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Divagando inutilmente.

Esses dias em meio a tanta chuva me fizeram parar para pensar nos tão queridos e odiados guarda-chuva! Eu sou uma pessoa que abomina esse acessório. Sei lá, acho inútil porque numa chuvona ele mal protege sua cabeça, e se ventar, fodeu! O guarda-chuva vira ao contrario, aí imagina! Ele lá, te puxando com o vento, e você tentando fecha-lo, e nessa luta pra segurar suas coisas, fechar o guarda-chuva e não sair voando, você já parece um cachorro molhado, fedendo a pêlo úmido.
Ontem mesmo foi um perreio. Saí do trabalho e começou a chover (maldito Murphy e suas leis), eu de mochila nas costas e um capacete na mão. Pendurei o capacete na mochila e começou a briga pra pegar o guarda-chuva. Consegui! Mas a chuva vinha de lado, e não resolveu NADA abrir o bendito.
Alguém já encontrou um guarda-chuva na rua? Eu não. Já perdi um monte, mas nunca achei nenhum perdido por ai, a não ser quebrado. Então, falando a respeito com uma amiga, me indaguei: para onde eles vão? Será que eles vivem num universo paralelo? Mas a parada é estranha, porque os únicos que eu vejo na rua estão quebrados. Seriam esses banidos da terra dos guarda-chuva, como alguns animais fazem em seus bandos quando há algum muito velho ou doente? Bom, de qualquer modo, nem me interessa, porque eu odeio eles.
Hoje o dia está lindo, e eu espero não precisar de um, mesmo porque o meu, pra variar, ficou em casa... Bleh.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

NHAC!

- Tá puta?
- MUITO, NEGA!
- pq?
- OUVIR MERDA E NAO TER CHANCE DE RESPOSTA ME IRRITA MUITO!!! EU TO DE TPM!!! Quase que quebro uma porta no murro... Me mandaram email de uma imobiliaria pedindo pra retirar um cheque. Okay, mandei a motoqueira la, e cadê o cheque? Liguei la pra saber o que tinha acontecido, uma filha da puta começou a bater boca comigo... "quem sou eu pra cobrar ela?" Aí quis falar com o meu chefe, que nao está... Enfim... Ela desligou o tel na minha cara, e jaja meu chefe me liga... E ele vai ouvir!
- Ixiii...
- Ahhhhh! Vai toma no cu! Me fala que o cheque ta pronto depois paga de loca?! Se elas nao se comunicam na merda da empresa o problema nao é meu! Aaaaaaaaaiiiiii!!! Parei! Ziper na boca.
- Eita!
- Ai nega, cansa... Eles me mandam um monte de coisa errada, eu tenho q correr atras de tudo,
meu chefe enche o rabo deles de dinheiro, eu fico aqui me ferrando e ainda tenho que aguentar desaforo de uma fulaninha?! Ficou fazendo escandalo com a motoqueira, coitada, não tem nada a ver com a história... Arfh, arfh, hj eu mordo!
- Respira comigo! Fuuuuuuuuunc... fóóóóóóó...
- HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA... Pronto... Já me fez rir... Ai ai... Nada que um "fuuuuuuuuunc fóóóóóóó" nao resolva...
- Hehehehe... Segredo milenar!

domingo, 15 de novembro de 2009

Breu

Em poucos segundos o mundo se transformou, sumiu ao redor. O coração quase salta pela boca. Os olho se fecham. No escuro, duas bocam se unem em um beijo que selou um contrato sem volta.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Sem título.

Garoto sempre amigo, parceiro de choros e risos. Contava suas aventuras e cagadas como que a um velho amigo. Trocavam conselhos, madrugadas conversando, sempre querendo que o outro estivesse bem. De repente uma conversa muda todo o rumo, ele se abre e ela se fecha. Protege o coração numa armadura com medo de ficar com mais uma ferida entre tantas já existentes. Em pouco tempo ele foi conquistando um espaço há muito vazio. Alguns tentaram, mas vão foi o esforço. A menina, sempre a "amiga-muleque", nunca percebeu (ou não queria perceber) que algo estava mudando. O tratamento não era o mesmo. Os beijos na bochecha antes descontraídos, mudaram para a testa, em sinal de respeito. Mas ainda assim ela não queria acreditar. Ele conhecia suas fraquezas como a palma de sua mão, e foi abrindo caminho até que um beijo quente fez a armadura virar pó. A armadura e todos os seus temores e caraminholas. Alguns dias distantes fizeram o coração se fortalecer, livre da couraça e podendo respirar conseguiu ver claramente que estava batendo mais forte. Mesmo longe, ele estava perto. Alguns dias se passaram, e se encontram novamente. Suas mãos se tocam, e se enlouquecem. Perdidas entre carinho e violencia, esgorregando em seus corpos suados e exalando o delicioso perfume do sexo, as palavras surgem... "estou apaixonado por você...". Um abraço apertado e desmedido responde sem se fazer necessario falar. Ok, você venceu.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Por que será?

Me perguntam porque sou estressada, então vou contar duas situações pelo qual eu passei essa semana que fizeram ter vontade de cortar os pulsos com uma faquinha de bolo pulmann.
Só para clarear as idéias eu trabalho numa corretora de seguros, tá?!
Quarta-feira: um cliente me manda um email pedindo um cálculo de seguro, de QUINZE veículos. Como ele já é cliente eu pensei: ele vai trocar de carro, ou montar uma frota? Respondi o email com esse questionamento, e ele me respondeu que era para uma "breve substituição". Respirei fundo, estufei o peito e gritei para o meu chefe:
-VAAAAIII SEEEE FODEEEEEEEEER!!!
Não fiz o cálculo. No dia seguinte a mulher do bendito me ligou avisando que eles compraram um carro. O ÚLTIMO da lista que ele me pediu. Féla duma rapariga! Eu comecei a espumar de raiva...
Quando acordei da convulsão, já medicada e solta da camisa de força, chegou uma senhora aqui dizendo que estava comprando um carro zero e me pediu para calcular o seguro para ela. Vamolá! Fiz o cálculo, imprimi, entreguei a ela, e conversando sobre o seguro, as vantagens, aquele xaveco todo, a desgranhenta diz:
-Ai, sabe... É que eu comprei o carro e a concessionária me deu um ano de seguro grátis...
OI?!
Bom, depois que me tiraram a mordaça eu voltei ao trabalho. E não me deram a faquinha... Hunff.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

GRRRRRRAAAAAULRRRR

Hoje eu to com raiva! Socando o teclado! Querendo chutar a cabeça de alguém! Pode ser a sua?
Prometo que a dor vai ser rápida.
Por que a merda nunca vem sozinha? Sempre aparece acompanhada de peidos, daqueles que impregnam o ambiente e a cabeça da gente, e sempre tem uma porra de uma casca de milho que arranha o cu quando sai!
To com dor de cabeça e meu chefe fica dando chilique ( ele vai ler isso...). To de TPM e tem uma porra de uma cliente me caroçando. To carente e ele ta longe!!!
No momento devoro uma maçã com a fúria de um leão com uma gazela entre os dentes... Quem será minha gazela?...
E enquanto a maça não acaba, vou contar uma história triste.
Sou estudante de psicologia. Ontem iniciaram meus experimentos científicos no laboratório. Com ratos. Ratos que ficam 36h privados de água, para depois entrarem numa porra duma caixa com uma alavanca. Nós, alunos, temos que ensinar ao pobre animal que ele tem que apertar essa alavanca para que a água seja liberada. UMA GOTA. Uma mísera gota de água. Eu gosto de ratos, gosto MUITO de ratos, tenho dois em casa. Durante a explicação do manuseio da caixa, a professora solta que após o término do semestre, esses ratos serão sacrificados. A-DO-REI! Quase saí da minha baia e fui chutar o pé da cadeira que a professora estava em cima.
Minha cabeça continua doendo... e a minha maçã acabou, devorei minha gazela. Por falar em devorar... Reparei que a minha mãe anda enchendo muito minha marmita ultimamente... Tenho certeza que ela está medindo a grossura do meu dedo enquanto eu durmo.
Vou voltar ao trabalho, porque, além de tudo, não tenho mais horário de almoço.

Bora!

Uma amiga apresenta dois amigos queridos. Sem pretensão alguma. Sem pretensão de que eles continuassem sozinhos, claro. E bora adicionar no msn. Ela meio perdida, com o pé atrás, ele tentando não criar expectativas. Assim se passa uma semana, conversando, rindo, trocando idéias e a falta delas. Eles trocam telefone. Começam as mensagens, e algo desperta. Eles querem se conhecer, mas isso só a amiga em comum sabe. Com medo de assustar ela procura ser natural, mas sem mostrar interesse demais. Ele, idem. E chega a intimação via sms: "bora se conhecer!". Ops! E agora? É agora!
E não teve chuva, frio, ressaca ou cólica que a segurou. Shopping, chá, pão de queijo, bolo, papo sobre psicologia, cinema, chocolate e um beijo. E o cinema sumiu, o shopping sumiu, o ar sumiu. Só ficou um pensamento intermitente: quero mais.