segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Hoje eu quero.

Quero mais. Mais de nós. Mais de você em mim.
Quero tudo, e tudo com você é quase nada. Pra sempre é pouco.
Tanto tempo, tanta espera, não podemos perder nenhum segundo.
Agora, quero agora! Me abraça. Aperta. Me esconde no seu mundo.
Me beija. Beija quente, suave, terno, animal. Me beija com os olhos.
Quero mãos. Mãos que deslisam, leves e loucas e taradas e...
Me pega! Me joguei, sou sua. Me leva, me ama, me emputece, me acaricia, me arregaça, me... (suspiros)
Hoje, e amanhã, e depois... e enquanto nos for permitido, eu quero.


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Letal

Cada poro tocado no meu, calafrios infinitos. Lábios macios, carnudos, quentes, paixão. Mãos macias e toque suave, carinho. Doçura e brilho no olhar, sinceridade.  Conversas sem sentido e sem fim, amizade pura. Borboletas no estomago e a mínima distância causa uma saudade absurda, amor. Muito Amor. O abraço mais protetor e o ombro mais confortável, aconchego. Seu perfume em minhas narinas, falta de ar.          
Entrou na minha veia como heroína, vício. Atravessou todos os meus sistemas e se alojou num canto até então silencioso, e que agora está prestes a explodir de euforia, meu coração.


Você: tradução de todos os meus pedidos aos céus. A arma mais letal contra as minhas frustrações. O motivo de todos os meus suspiros e apertos no peito. Minha tormenta e calmaria. Caminho sem volta, letal.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Surto de inspiração

Meu corpo é um monumento!
Templo de movimentos e momentos.
Meu corpo fala!
Gesticula, acaricia, bate, grita... apenas com os olhos.
Meu corpo flutua!
Dança, goza, rodopia, ao som de qualquer melodia... se arrepia.
Meu corpo?
Meu corpo te quer! 
Inteiro, intensamente, cada poro, cada pelo, cada gota... suspiros.
Meu corpo morre.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Olha eu aqui de novo...

Era uma vez uma mulher que nunca teve porra nenhuma na vida. Nasceu numa família pobre, começou a trabalhar aos 11 anos, engravidou aos 20 sem querer, casou obrigada com um homem que... ah, deixa prá lá, não merece ser chamado de homem. Bom, essa mulher se separou após 4 anos de casamento, e voltou pra casa da mãe com sua filha ainda pequena, e lá viveu por quase 21 anos. Conseguiu um bom emprego e bom salário, e ao invés de construir uma boa vida o que ela fez? Foi gastando... gastando... se endividando com tudo de inútil que se possa imaginar, pura compulsão. Fez dívidas para cobrir outras dívidas. Não comprou um carro. Não saiu da casa da mãe. Não almejou nada para seu futuro. Só se preocupou com... com... é... nada.
Sua filha sofria por ver a mãe várias vezes ao telefone, implorando a alguém que lhe emprestasse dinheiro, pois não tinha mais de onde tirar. A menina, ainda muito ingênua, ficava triste mas não entendia bem por que, não sabia muita coisa do mundo.
O tempo foi passando, essa menininha cresceu, e aos 14 anos ingressou na vida assalariada. E de lá pra cá não parou. Passou por muitos empregos, conheceu muita gente, adquiriu todo tipo de experiência. Fez besteira com dinheiro, mas foi se apertando aqui e ali e aos poucos se restabeleceu. Uma adolescente e um talão de cheques são uma péssima combinação.
Voltemos a mulher. Depois de quase 20 anos trabalhando em uma grande empresa, sempre no mesmo setor, foi demitida. Essa demissão lhe rendeu um bom dinheiro, que poderia mudar o rumo das coisas, não fosse a falta de juízo. Após uma briga feia com a mãe essa mulher saiu finalmente debaixo das asas da genitora, e alugou uma casa para morar com suas duas filhas. Uma casa simples, mas comparada com a antiga casa de sua mãe, era um palácio. Isso era o que pensava sua filha mais velha, ela não. Ela achava a casa um lixo, com muitas coisas para arrumar e reformar, e não queria ficar ali dei jeito nenhum. Dizia que terminando o contrato do aluguel, iria procurar um lugar melhor. Mas o que essa filha não contava é que o juízo de sua mãe estava cada vez menor, e esse dinheiro que mudaria a vida delas estava vazando por seus dedos, como água de torneira.
Após uma discussão com a mãe, a filha descobriu que mais da metade daquele dinheiro já tinha ido embora, sabe Deus com o que. Dentro de casa não foi. E aí começaram a se somar outras coisas, como o sentimento de solidão dentro de casa, de querer crescer e ver a mãe pensando em balada, e pegar menininhos, e comprar carro... sim, comprar um carro. "Vamos viver num trailer e ficar por aí, puxadas pelo belíssimo carro, que é muito mais importante e legal que ter uma casa. É muito mais "da hora" contar pras amiguinhas que comprou um carro pra sair pra todo canto, do que contar que finalmente tem um lugar pra chamar de "seu".
A irmã dessa moça, 8 anos mais nova que ela ia na onda da mãe. É mimada, não ajuda em casa, e só quer saber de luxo. Come mortadela e arrota peru, sabe?
Essas coisas foram se somando em sua cabeça, a falta de objetivo da mãe, e vê-la parecendo uma adolescente, inconsequente e aventureira, e ela acabou bombardeando seu namorado, que sempre paciente, a confortou e ajudou. Isso a fez sentir muito mal, porque ele não tem culpa de nada.
O desfecho dessa história só teremos daqui 6 meses, quando findar o contrato da casa e dono a colocar a venda. Sem dinheiro e estrutura para compra-la, vamos ver o que vai ser.
Por enquanto a jovem fica por aqui. Lutando e buscando seu crescimento todos os dias. E por mais que doa, ela se vê subindo na vida, amadurecendo, construindo sua família. E sua mãe... que Deus proteja, e de muito discernimento. Por que o futuro dela, não consegue imaginar.

Essa é minha estória pra vocês hoje. Um tanto quanto comum em nossa sociedade, mas que mexe com a cabeça e faz refletir.

Já é tarde e vou tentar dormir. Obrigada.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Sustento

As vezes nosso mundo desaba, e com ele desabamos. Quando tudo parece caminhar na mais perfeita ordem a bomba atômica explode. E parece que tudo de bom que antes aconteceu nunca existiu. Trevas. A cabeça da voltas e voltas tentando encontrar uma solução para um problema que não é seu. Explicação nenhuma é plausível. Impotência. Tudo que você já fez de bom é nulo. O mal que te fazem é indireto, mas dói como se fosse proposital. As pessoas fazem coisas erradas como se ninguém mais no mundo existisse, como se ninguém mais fosse afetado.
Toda ação tem uma reação. O universo te devolve tudo que você deseja e faz a si e ao próximo. Bondade traz bondade, maldade traz maldade, e por aí vai... A vida é feita de escolhas, então que cada um colha o que deseja plantar. E não é você quem vai decidir pelo outro. Livre arbítrio, saca? O importante é se manter em pé, de cabeça erguida e braços abertos, pernas abertas na linha dos ombros e joelhos semiflexionados, para que quando essas pessoas tropecem na sua frente, você tenha força e equilíbrio para não as deixar cair.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Sapatilhas

Meus pés saem do chão. Flutuo a cada verso da musica envolvente que sai das caixas de som jogadas no canto do meu quarto. Fora do chão e fora de mim, movo meus pés de acordo com a melodia. Minhas sapatilhas, velhas companheiras, levitam comigo em giros e saltos tão altos que penso poder alcançar o céu. Elas já estão tão surradas e quase sem cor, mas tenho por elas o mesmo amor de quando as comprei e as calcei pela primeira vez. Já dormi com elas nos pés pensando poder sonhar com uma nova coreografia. Foram quatro anos maravilhosos e duros de uso. Aulas de técnica, pés esticados quase tocando a testa, apresentações ao ar livre em quadras de chão áspero, domingos exaustivos de treinos e ensaios... que um dia chegaram ao fim, totalmente contra minha vontade. Cresci rápido e a necessidade um emprego me tiraram o que mais amava. Hoje restam as sapatilhas gastas na gaveta e as lembranças e os rodopios no quarto, com a esperança de um dia voltar a rodopiar num palco por ai...

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Um comentario do post anterior que mexeu muito comigo...

As vezes sentimos saudades, mas porque sentimos saudades?Quando sentimos aquele aperto no coração, tristeza, falta,uma enorme angústia. Sentimos isso, por momentos marcantes, situações únicas, pessoas especiais.Já sentiu saudade de uma coisa ruim? não né? :)A saudade é dolorida, mas como é bom ser dolorido, lembrar daquelemomento especial ou daquela pessoa especial.A saudade nos machuca, então você gostaria de não ter passado por aquilo ouconhecido aquela pessoa para não sofrer de tanta angústia?Trocaria apagar todos os momentos especiais para não se sentir dolorida?A saudade serve para nos lembrar o quando as pessoas são importantes e oquanto vale a pena lutar por elas.A saudade em um relacionamento não significa sofrimento, mas em sua essênciasignifica fortalecimento no reencontro.Que bom que vocês sente saudade, provavelmente sua vida deve valer a pena e você deve amar muito alguém... Esse cara tem sorte.