segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Sem título.

Garoto sempre amigo, parceiro de choros e risos. Contava suas aventuras e cagadas como que a um velho amigo. Trocavam conselhos, madrugadas conversando, sempre querendo que o outro estivesse bem. De repente uma conversa muda todo o rumo, ele se abre e ela se fecha. Protege o coração numa armadura com medo de ficar com mais uma ferida entre tantas já existentes. Em pouco tempo ele foi conquistando um espaço há muito vazio. Alguns tentaram, mas vão foi o esforço. A menina, sempre a "amiga-muleque", nunca percebeu (ou não queria perceber) que algo estava mudando. O tratamento não era o mesmo. Os beijos na bochecha antes descontraídos, mudaram para a testa, em sinal de respeito. Mas ainda assim ela não queria acreditar. Ele conhecia suas fraquezas como a palma de sua mão, e foi abrindo caminho até que um beijo quente fez a armadura virar pó. A armadura e todos os seus temores e caraminholas. Alguns dias distantes fizeram o coração se fortalecer, livre da couraça e podendo respirar conseguiu ver claramente que estava batendo mais forte. Mesmo longe, ele estava perto. Alguns dias se passaram, e se encontram novamente. Suas mãos se tocam, e se enlouquecem. Perdidas entre carinho e violencia, esgorregando em seus corpos suados e exalando o delicioso perfume do sexo, as palavras surgem... "estou apaixonado por você...". Um abraço apertado e desmedido responde sem se fazer necessario falar. Ok, você venceu.